Participei de um processo seletivo para a empresa Tarea, e foi, infelizmente, uma das piores experiências da minha carreira. Tudo começou com um bate papo com a recrutadora, onde alinhamos meu perfil e expectativas para a vaga de Desenvolvedor Front-end Sênior. Informei minha pretensão salarial, e ela confirmou que encaminharia meu perfil ao gestor e ao sistema interno da empresa.
Logo após, recebi a notícia de que tinha passado para a próxima etapa: uma entrevista com o gestor da vaga. O gestor destacou meu perfil como ideal para a posição e me aprovou no ato, afirmando que “não havia dúvidas” sobre minha contratação. Ele até indicou que o valor salarial sugerido era viável para a posição, e tudo parecia encaminhado para o sucesso. Então, ele me comunicou que faltava apenas a etapa final, uma entrevista com a diretora da empresa. Ressaltou que seria uma conversa simples, sem caráter eliminatório, apenas para confirmar o fit cultural.
Na entrevista com a diretora, a primeira impressão foi péssima. Ela começou a reunião mastigando, claramente ainda comendo, e fiquei cerca de 10-15 segundos esperando, o que me pareceu uma postura desrespeitosa. No decorrer da conversa, destaquei meus conhecimentos sobre a empresa e demonstrei genuíno interesse pela vaga, mas percebi que ela estava apressada. A entrevista durou menos de 15 minutos, e ela não demonstrou interesse real em conhecer minha trajetória e habilidades. Ela mencionou que precisava alinhar questões salariais internamente e que eu parecia ter o perfil adequado, mas a forma como concluiu a conversa, perguntando se eu tinha disponibilidade para viagens e indicando que ainda “decidiriam” algo me deixou confuso.
Após alguns dias, recebi um feedback negativo por e-mail. Informando que eu tinha domínio técnico elevado, excelente comunicação e ótimo perfil compartamental, mas que “não houve match com a vaga.” Perguntei à recrutadora pelo LinkedIn qual era a razão específica para o desencontro. A resposta foi vaga e pouco respeitosa: “Já demos o feedback, olhe com carinho.” Insisti, mencionando que minha pretensão salarial era negociável, e apenas então ela revelou que a decisão foi baseada no salário.
Minhas considerações sobre este processo de modo geral são:
1. Promessas falsas: O gestor informou que a etapa com a diretora não era eliminatória, mas claramente foi. Isso criou uma expectativa desnecessária.
2. Falta de clareza sobre salário: Se minha pretensão salarial era incompatível, a seleção deveria ter sido barrada na primeira ou segunda etapa, evitando meu desgaste emocional e perda de tempo.
3. Desumanidade no tratamento: No início, era só simpatia. Após a desclassificação, recebi mensagens frias e curtas, incompatíveis com os valores que a empresa parece defender no papel. Quando solicitei a recrutadora o motivo de não ter dado "match" com a empresa, ela foi curta e grossa informando que já havia escolhido outro candidato. Informando apenas "Obrigado pelo interesse".