Algumas empresas, quando convidam um candidato à entrevista, parecem não entender ou simplesmente não se dão conta de que eles também serão avaliados naquela oportunidade. Avaliamos o ambiente de trabalho, se é limpo, arejado, organizado, etc.; as pessoas que compõem o corpo da empresa, como elas se vestem, como se comportam e se aparentam estar satisfeitos; o tratamento dispensado pelos funcionários a este candidato, afinal, estes poderão ser seus futuros colegas de trabalho; tudo isso é avaliado pelo candidato na oportunidade em que está ali também para ser avaliado. Enfim, a CrediCorp é dessas empresas que não sabem ou não entendem isso. Chegando para a entrevista não havia luz no andar, se eu fosse a gerente de RH ou a chefe dessa gerente, teria desmarcado as entrevistas, ou teria conduzido os candidatos a um ambiente apropriado a seriedade da ocasião, mas acredito que a entrevistadora nem formação em RH tinha, dada a maneira como tudo foi conduzido. Fora a escuridão, o ambiente estava muito quente, também não tinha sala apropriada para fazer a redação que eles queriam, apoiei-me em um cantinho de mesa onde havia um computador, e do outro lado uma outra candidata estava apoiada, tentando o mesmo malabarismo que eu. Um barulho absurdo parecia uma feira, muita conversa e gargalhadas. Não vi nenhum bebedouro ou banheiro, também ninguém ofereceu nem um nem outro, estavam muito ocupados gargalhando. Um caos essa é a definição. A entrevistadora pareceu desparada para o ofício e mal educada. Por fim, fiquei aliviada por não ter sido selecionada, pois teria que dar uma desculpa para não aceitar, já que a bendita entrevistadora se adiantou em presumir que estavamos todas interessadas na vaga, e àquela altura eu queria sair correndo daquele lugar. Fiquei com pena da selecionada, pois terá que treinar 03 dias naquele lugar e provavelmente as próprias expensas. Não caiam neste conto, eu tive que ir ver para crer.