Minha experiência com o processo de entrevistas da Compass UOL foi bem cansativa. Primeiro, vale lembrar que a Compass não tem produto próprio.. eles funcionam como uma agência que conecta você aos clientes deles, e você acaba trabalhando direto para esses clientes (famosa privatização).
O processo de contratação é longo e confuso: você começa com duas entrevistas com uma IA, que só funcionam no computador. Essas entrevistas são extremamente chatas e, às vezes, a IA dá respostas sem sentido para o que você falou. Dá a impressão de que elas existem mais para treinar a própria IA (chamada LLIA) do que para avaliar o candidato de verdade.
Depois, ainda passam você por entrevistas com RH, gestor e depois com o cliente. O problema é que, durante todo o processo, fica claro que nem a Compass nem os clientes sabem exatamente o que querem. Por exemplo, para uma vaga de desenvolvedor sênior, você imagina que o foco seria experiência com integrações, mensageria (Kafka, RabbitMQ), nuvem (S3, Oracle Storage), Clean Code, SOLID… Mas na prática, eles querem que você faça tudo, desde desenvolvimento até deploy, atualização para o cliente e testes. É muito mais do que um desenvolvedor sênior comum faz, e bem diferente de outras empresas em que já trabalhei.
Participar de várias entrevistas semanais com clientes diferentes, muitos dos quais nem sabiam o que precisavam, acabou sendo exaustivo. E ainda por cima, o salário era de R$ 8.500,00 CLT, bem abaixo do mercado para o que pediam.
No final, depois de 3 entrevistas (cerca de 10 conversas no total), achei o processo desgastante e desorganizado, então decidi não seguir adiante.