Pros
PLR chega a ser 1 salario. Cartão ifood flexível média de 1200
Cons
A Finnet possui um nome consolidado no mercado, porém existem problemas internos que precisam ser discutidos com seriedade, principalmente relacionados à valorização profissional, saúde psicológica dos colaboradores e alinhamento operacional. Um dos principais pontos é a sobrecarga de trabalho constante. Em muitas áreas, o volume de demandas ultrapassa o que seria saudável operacionalmente, gerando desgaste físico e emocional. Além disso, desvios de função acabam se tornando rotina: profissionais são cobrados por atividades e responsabilidades muito além do escopo contratado, sem reconhecimento proporcional, ajuste salarial ou estrutura adequada. Outro fator extremamente desgastante é a pressão colocada sobre os times que lidam diretamente com clientes. Muitas vezes, são vendidos produtos, funcionalidades ou expectativas que ainda não estão prontas na prática — ou não funcionam da forma prometida comercialmente — e quem precisa absorver toda a insatisfação e desgaste emocional são os colaboradores da operação, suporte e atendimento. Isso cria um ambiente muito difícil, onde o funcionário fica literalmente “na linha de frente” ouvindo reclamações, cobranças e frustrações de clientes por problemas que fogem totalmente do seu controle. Em vez de existir alinhamento entre comercial, produto e operação, frequentemente sobra para quem está executando. A saúde psicológica dos colaboradores claramente deveria receber mais atenção. A combinação de pressão, cobrança excessiva, acúmulo de funções, falta de reconhecimento e contato constante com clientes insatisfeitos gera desgaste emocional significativo. Em muitos momentos, o ambiente acaba sendo mais sobrevivência do que desenvolvimento profissional. A remuneração também fica abaixo do mercado considerando o nível de cobrança e responsabilidade exigidos. Existe uma expectativa alta de entrega, multifuncionalidade e disponibilidade, mas sem retorno financeiro compatível com o que o mercado já pratica em empresas de tecnologia e serviços financeiros. Outro ponto ultrapassado é o modelo de vale-transporte. O benefício não oferece flexibilidade para colaboradores que utilizam carro próprio, aplicativos ou outras formas de mobilidade, deixando muitos profissionais em desvantagem financeira. Hoje, diversas empresas já trabalham com auxílio mobilidade flexível, algo que faria muito mais sentido. A sensação geral é de uma empresa que possui potencial e clientes relevantes, mas que precisa evoluir internamente em gestão, alinhamento entre áreas, valorização humana e estrutura organizacional. Nenhum crescimento sustentável acontece ignorando saúde mental, equilíbrio operacional e reconhecimento profissional.