Minha experiência no processo seletivo da LBV em Salvador não foi positiva. Logo na primeira etapa, achei desnecessário o fato de exigirem a presença física apenas para uma apresentação inicial, algo que poderia ser feito de forma online, evitando custos com transporte para os candidatos.
Durante essa apresentação, percebi um padrão preocupante: candidatos que mencionaram ter filhos aparentemente não foram selecionados para a próxima fase, o que resultou em uma redução significativa no número de pessoas na sala. Como não citei que tenho filho nesse momento, acabei avançando no processo.
Na etapa seguinte, que incluía um teste prático e posteriormente a entrevista, senti falta de preparo por parte da empresa. No teste, os candidatos recebem apenas um script e são direcionados diretamente para a operação para solicitar doações, sem um treinamento adequado. A explicação sobre o sistema é muito básica, o que dificulta bastante para quem não tem experiência na área. Isso acaba gerando insegurança e dificulta o desempenho, especialmente para iniciantes.
Já na entrevista, tudo corria bem até o momento em que mencionei minha vida pessoal e informei que tenho filho. A partir daí, percebi uma mudança clara no comportamento da recrutadora — o tom de voz, a expressão e a postura se tornaram mais fechados, transmitindo a sensação de desinteresse na continuidade do processo comigo.
Diante dessa experiência, deixo como observação que pessoas com filhos podem enfrentar dificuldades nesse processo seletivo. Além disso, não considero saudável precisar omitir informações pessoais para ter chances em uma vaga, o que levanta questionamentos sobre a cultura da empresa.